segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Mais uma vez: eleições 2° turno

Hoje uma cena me fez perder alguns minutos, eu estava indo para o colégio 'trabalhar' e eis que à uns 15 mestros minha pessoa viu um redemuinho de "santinhos de canditados", voando com estampas de sorrisos falsos e de propostas encantadoras aos mais crédulos.

As "colas" da melhor escolha, do voto consciênte voavam circulantes sobre a terra indo em direção ao horizonte celeste! Em uma paz serena provocada pela natureza a política parecia uma harmonia de cores em formas quadradas, bem diferentes da "política do subterrâneo", que os "homens cordiais" aceitam como valor democrático e os coronéis nunca rejeitam, por amor ao descaso!

Ao subir do "mar de lama", que era um antigo gramado da minha cidade, bem em frente do colégio onde se ensina as "crianças do futuro", o redemoinho prometia esperanças (talvez falsas, mas esperanças) Nesse fenômeno político-natural, que não parecia assustar nenhum transeunte, ou seja, nada que seja digno de memória, o equilíbrio havia reinado democraticamente: O vento que soprou e girou limpou para longe dos olhos à memória da poluição-política.

Fiquei parado olhando e por isso não ouvi o sino que ordena as coisas-gentes da escola, cheguei atrasado, quando me dirigia para a entrada, cumprimentei o zelador e o porteiro, e quando penso que não o "faz-tudo" da escola, olhando sempre o relógio do trabalho, disse, com exclamação: "Isso que é a política, a imundice que voa!"

Nada como um dia após as eleições!

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