Às vezes sinto falta de mim, em minhas lembranças sinto algo como um "eu", não habitável em mim. A vida que vivo não tem cortes, trilhas sonoras e sem um grande produtor que transforma pequenos e insignificantes detalhes em temas grandiosos para um próximo capítulo encadeado para grandes supresas. Há nesse 'eu' sempre uma grande continuidade criativa que Hollywood me disse pelos seus filmes, em um cotidiano no qual eu sou o herói, que tento transformar pequenas pistas de um mistério em "boas novas", uma grande anunciação descoberta apenas pela minha inteligência, a trama se desenvolve em um belo roteiro, bem definido, que é sempre somado à uma simplicidade musical sentida no fundo da cena. O dia passa com pitadas de humor e de romance, a espera de uma mulher especial que escrevem lindas canções para ela.
Quando desligo a televisão, percebo como é bom viver a fantasia em séries e filmes, alguns me fazem sofrer outros morrer até que a gargalhada aconteça. Tudo isso mascara um fim de dominação da subjetividade, diria uma intelectual, mas como pensar em fantasia sem televisão hoje em dias (Interrogação).
Nos sonhos, lembranças e nas percepções cotidianas, ou seja, em tudo que concebo eu traduzo um farowest na corrida pelo ônibus, uma comêdia romântica quando vejo uma linda mulher no caixa do banco e até um incansável assassino do outro mundo (e esse é a personificação do meu chefe na sexta-feira é a única coisa que não é ficcção). Certo dia um professor meu disse: "Fique um dia sem consumir televisão, música, internet... " eu fiquei, a abstinência me apunhalou pelas costas, nunca pensei em sentir tanta dor, separado desse meu "eu", introjetado pelos valores morais do cotidiano da era da informação.
Decidi passar uma semana, depois foi um mês e no final dessa esperiência de recuperação percebi que não tinha com quem conversar, meus sonhos nõ tinham nenhuma ação e eu deixie de ser musculoso ou normal-ideal aos olhos do mundo infanto-juvenil, e para não me alongar remeto uma frase do cinema, aquelas que sempre ficam na recordação, mas o nome do filme passa que nem algumas visões, "não existe mundo para ex-drogado" na era gigital.
O Desafio Photo Classic Vintage.
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[image: SAU_5733 by Saulo Cruz]
SAU_5733, a photo by Saulo Cruz on Flickr.
A partir de hoje o desafio é fotografar como antigamente. Nada de zoom,
flashs c...
3 meses atrás

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